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"Psicoterapia!? Para quĂȘ?"

  • 13 de mar. de 2017
  • 4 min de leitura

Recentemente li um texto de Ruth Manus, no site do EstadĂŁo, que, infelizmente, ainda retrata uma visĂŁo preconceituosa de em relação Ă  Psicologia e/ ou Psiquiatria. Entretanto, de maneira bastante humilde, ela tambĂ©m compartilha os resultados obtidos em sua prĂłpria vida ao iniciar e investir em seu processo terapĂȘutico. (logo mais abaixo, vocĂȘ terĂĄ o texto na Ă­ntegra).


Renata Moreira Psicologia

Durante esta leitura, me questionei porque muitas pessoas ainda se negam à buscar ajuda profissional, seja para tratar as causas de qualquer tipo de dor, sofrimento e questão emocional, como controle de estresse, problemas conjugais, luto, ansiedade, depressão, traumas ou fobias, seja para tratar questÔes de autoconhecimento, aprendizagem, desenvolvimento pessoal ou profissional.

Por que ainda existe tamanha resistĂȘncia em cuidar da saĂșde mental? É tĂŁo comum nos preocuparmos com a alimentação e com o corpo... Cada vez mais, fazemos investimentos em alimentação saudĂĄvel, exercĂ­cios fĂ­sicos e outros procedimentos estĂ©ticos, porque entĂŁo, nĂŁo cuidamos da mente com o mesmo empenho que cuidamos do corpo?

Segundo a Organização Mundial da SaĂșde - OMS, "SaĂșde Ă© um estado de completo bem-estar fĂ­sico, mental e social e nĂŁo somente a ausĂȘncia de afecçÔes e enfermidades".

De fato temos um grande problema cultural, pois muitas pessoas ainda relacionam o fato de buscar apoio psicolĂłgico ou psiquiĂĄtrico com a emissĂŁo de um "atestado de loucura". A preocupação com o julgamento externo, muitas vezes, trazem pensamentos como: "serĂĄ que vĂŁo achar que estou ficando louco?" e com isso, acabamos deixamos de nos cuidar e de ir ao encontro do que nos incomoda. VocĂȘ jĂĄ pensou ou ouviu alguĂ©m dizer que "depressĂŁo Ă© apenas uma tristeza passageira"... ou, "ansiedade Ă© algo comum"? Se jĂĄ ouviu ou pensou algo parecido, PARE! SaĂșde Mental Ă© coisa sĂ©ria, e precisa de orientação especializada e profissional.

Todos nĂłs temos problemas, precisamos tomar decisĂ”es diariamente, enfrentar nossos medos, nossas angĂșstias e seguir nossa vida, principalmente com saĂșde. Para iniciar seu processo psicoterapĂȘutico, tambĂ©m serĂĄ necessĂĄrio tomar uma decisĂŁo: deixar o preconceito de lado e dar o primeiro passo contatando um profissional.

Contar com o trabalho especializado de um psicólogo é importante em qualquer momento, diante das mais variåveis demandas, como: sofrimento por alguma questão emocional, controle de estresse, problemas conjugais, ansiedade, questÔes com o trabalho, depressão, luto, medos, autoconhecimento, aprendizagem, desenvolvimento pessoal ou profissional.

Renata Moreira Psicologia

Como se pode ver, nĂŁo Ă© um serviço para “loucos”: qualquer pessoa pode beneficiar-se enormemente desse apoio, nĂŁo importa qual seja a sua idade ou atividade diĂĄria, deste crianças, adolescentes ou estudantes Ă  adultos, altos executivos, idosos ou aposentados. Trabalhar o equilĂ­brio emocional e compreender como os pensamentos influenciam nas emoçÔes e comportamentos Ă© determinante para entender e solucionar qualquer problema e manter as soluçÔes.

Abaixo, o texto que iniciou esta reflexĂŁo:

Jura que vocĂȘ precisa de um psicĂłlogo?

Por: Ruth Manus, advogada, professora universitåria, escritora e blogueira do ESTADÃO

http://emais.estadao.com.br/blogs/ruth-manus/jura-que-voce-precisa-de-um-psicologo/

"Até quando vamos ter que explicar que ter um psicólogo ou ter um psiquiatra é algo absolutamente normal?

Foi numa festa. Estava conversando com alguns amigos e comentei a respeito de algo que a minha psicĂłloga havia me dito. Um deles arregalou os olhos e disse “vocĂȘ tem uma psicĂłloga?”. Respondi tranquilamente que sim e perguntei o porquĂȘ do espanto. Ele disse que, ao ler meus textos, eu sempre pareci uma pessoa muito bem resolvida e que nunca imaginou que eu precisasse de terapia.

Acho que todo mundo que tem um psicólogo, um psiquiatra ou qualquer tipo de terapia de apoio jå se deparou com uma situação dessas. Muitos se surpreendem, muitos ainda carregam velhos estigmas, acham que é frescura, acham que é exagero. Chega a ser engraçado nos depararmos com esse tipo de pensamento em 2017.

É curioso (e satisfatĂłrio) ver como todos os cuidados com o corpo estĂŁo sendo cada vez mais valorizados: exames preventivos, alimentação saudĂĄvel, exercĂ­cios fĂ­sicos. As pessoas tĂȘm medo de ficarem feias, velhas e doentes. Eu tambĂ©m tenho. Por isso nos matriculamos na academia, compramos vegetais orgĂąnicos, reduzimos as frituras, fazemos exame de sangue, usamos filtro solar. Mas muita gente acha que isso basta. Que corpo saudĂĄvel Ă© vida saudĂĄvel.

Mas nem sempre Ă©. A cabeça faz parte do nosso corpo, as ideias fazem parte da nossa vida, as lembranças fazem parte da nossa histĂłria e os sentimentos fazem parte da gente. NĂŁo Ă© sĂł o neurologista quem cuida da cabeça, nem Ă© sĂł o cardiologista quem cuida do coração. PsicĂłlogos e psiquiatras nĂŁo sĂŁo nem um pouco menos importantes do que os demais. Sim, custa dinheiro, como tudo na vida. Mas nĂŁo tenho dĂșvidas de que, no meu caso, Ă© um dinheiro absolutamente bem gasto.

Ainda hĂĄ quem pense que Ă© preciso estar deprimido ou descontrolado para procurar este tipo de apoio. Mas nĂŁo. VocĂȘ pode estar Ăłtimo. Mas pode ficar ainda melhor. NĂłs nĂŁo fazemos ideia de quanta coisa a gente deixa mal resolvida no nosso caminho, nem do quando elas influenciam as atitudes que temos hoje. Todas as vezes que dizemos “eu sou assim” para justificar nossos defeitos, Ă© importante sabermos que poderĂ­amos nĂŁo ser assim. PoderĂ­amos ser melhores e mais felizes. É, de fato, algo viĂĄvel.

Mas é isso. Ninguém fica chocado quando alguém diz que vai gastar milhares de reais para colocar silicone. Ninguém acha absurdo que um homem faça um implante capilar ou que uma mulher faça um tratamento para celulite. De fato, eu também acho que tudo o que faz as pessoas se sentirem melhores é vålido. Mas fazer terapia ainda causa espanto. Terapia ainda é vista por muitos como sinal de fraqueza, de segredos ou de desequilíbrio.

Eu digo com toda certeza: só consigo escrever- e ser julgada e tomar porrada e ser criticada e seguir em frente- toda quarta e todo domingo porque tenho apoio. Só aprendi a escrever sobre sentimentos porque me habituei a falar do meus. Só consegui lidar bem com o passado quando me ajudaram a afastar fantasmas escondidos. E eu não tenho a menor vergonha disso, assim como acho que ninguém deveria precisar ter."

Consulte um psicĂłlogo!

Renata LeĂŁo Moreira

Psicóloga Clínica – Terapia Cognitivo-Comportamental

(11) 98497-6453

JundiaĂ­ - SP


 
 
 
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